quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Esquizofrenia Gospel


Por Zilton Alencar

A esquizofrenia não é considerada doença, mas transtorno mental que ataca pelo menos 1% da população mundial. Dentre as suas muitas manifestações, uma das mais comuns se caracteriza por delírios paranóides, aonde a pessoa se sente perseguida, odiada, rodeada de inimigos. Entretanto, se observarmos o universo “gospel” de nossos dias veremos que 1% de esquizofrênicos em nosso meio é uma porcentagem modesta ante o quadro que se nos apresenta. Os crentes de um modo geral se sentem eternos perseguidos por uma cifra enorme de inimigos, tanto dentre vizinhos incrédulos, patrões perseguidores, colegas de trabalho escarnecedores e maus, e até irmãos da fé, dentro de nossas Igrejas, sentados ao nosso redor e derredor nos cultos de adoração a Deus. O “esquizofrênico Gospel” se considera assim, odiado pelos de fora e até pelos próprios irmãos, ao melhor estilo de José, filho de Jacó, que anseiam e trabalham diuturnamente pela sua queda. Querem sua posição no coral, na equipe de louvor, na classe de EBD, no corpo de Obreiros, na direção do Círculo de Oração... Querem seu emprego, seu salário e sua posição empresarial ou profissional, querem seus dons e talentos e alguns mais afoitos querem até o seu casamento, seu marido ou sua esposa, os seus filhos obedientes, a harmonia de seu lar!

Infelizmente, somos ensinados e “treinados” a agirmos assim. Tanto as mensagens que são pregadas em nossos púlpitos como as músicas que infestam nosso cancioneiro gospel contribuem para que esta esquizofrenia se alastre entre nós. Interpretações equivocadas do AT levam muitos pregadores a julgar que somos rodeados uma grande nuvem de inimigos.

Os hits de nossa “Parada de Sucessos Gospel” contribuem também ― e muito!― para fomentar este mal. Grande parte dos “hinos” atuais falam que nossos inimigos estão constantemente tramando contra nós, mas serão destruídos, teremos vitória sobre eles, eles contemplarão de pé a nossa vitória etc. A canção “RESSUSCITA-ME” mostra que os nossos inimigos “estão tentando sepultar as nossas alegrias, e querem ver os nossos sonhos cancelados”. “SABOR DE MEL” segue o mesmo padrão, pois no dia de nossa vitória os nossos inimigos vão estar na plateia, enquanto nós estaremos no palco, devidamente honrados, e aqueles arrependidos.

Os crentes também são os maiores e mais fieis adeptos das teorias de conspiração que pululam nas redes sociais e sites, e que estão invadindo nossas igrejas e seus cada vez mais escassos e simplórios Cultos de Doutrina e EBD. Ao invés de aproveitarmos estes Cultos para ensinarmos as Escrituras e a sã doutrina, ensinamos as teorias loucas e as fábulas, tão combatidas no NT (1 Tm 1:4; 4:7; Tt 1:14; 2 Pe 1:16).

Existem os ímpios (e até crentes!) que usam até da feitiçaria em seu afã de nos destruir. Fazem “despachos” para nos matarem, para nos lançarem no leito, para que percamos o emprego, para que haja separação de meu casamento e coisas afins...

Mas ainda existe aqui aonde moro a famosa “macumba gospel”, chamada de “oração contrária”. Muitos crentes que eu conheço se dizem vítimas de irmãos-inimigos que, não suportando qualquer sinal de prosperidade em suas vidas, passam a orar contra eles, pedindo a Deus que não mais os abençoe, que seus negócios não prosperem etc. Sinceramente, não consigo imaginar um Deus cujo atributo eterno é a justiça ouvindo e atendendo qualquer tipo de oração que se enquadre nesta categoria! Se Deus me ouve somente nas petições que são da Sua vontade (1 Jo 5:14), para que temer qualquer oração que não se enquadre nesta condição?

E assim caminha a cristandade... Igrejas cheias de crentes que se recusam a conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor (Os 6:3), que desconhecem e descumprem as Escrituras, que se julgam perseguidos e rodeados de inimigos Uma epidemia de esquizofrenia digna de algumas considerações à luz da Escritura:

1. Nosso inimigo não é a carne e nem o sangue (Ef 6:12). Neste aspecto, reside a certeza de que os que nos rodeiam não são nossos inimigos, e mesmo os que assim se declaram não são os nossos verdadeiros inimigos. O diabo é o inimigo, e é a este inimigo em particular a quem devemos combater, e não aos inimigos de carne e sangue. Erramos, pois, primordialmente por não sabermos reconhecer quem é nosso verdadeiro inimigo, e cometemos tal erro primário porque nos recusamos a dar ouvidos às Escrituras!

2. Cremos em um Deus protetor. Ele, dentro da Sua soberana vontade, protege aqueles que são Seus filhos por adoção em Cristo. Desde o AT ele já fazia isto, tratando Israel sob proteção. Quando Balaque alugou os “serviços proféticos” de Balaão para amaldiçoar o povo de Deus, o próprio Senhor lhe respondeu pela boca do profeta mercenário: “Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa?” (Nm 23:8). Logo, não há NADA que os nossos “inimigos” façam contra nós que venha nos fazer qualquer efeito maléfico, se não for a vontade do Senhor.

3. Em nenhum lugar do Novo Testamento somos orientados a viver este tipo de paranoia, medo, fobia, ojeriza de nossos inimigos. O Evangelho nos ensina a não resistirmos às provocações deles. Quem nos ferir a face, demos a outra. Quem quiser nossa túnica, cedamos a capa. Quem quiser nos obrigar a caminhar uma milha, caminhemos duas. E tudo isso voluntariamente (Mt 5:38-42)! Paulo, escrevendo aos romanos, prescreveu com detalhes: “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12:17-21).

4. Jesus deixou muito claro qual deve ser nossa relação com os que se posicionam abertamente como nossos inimigos: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céu...” (Mt 5:43-45). Nossa postura enquanto seguidores de Cristo não é desprezar, retaliar ou mesmo orar pedindo que eles sejam fulminados, julgados, desejar que eles assistam humilhados à nossa exaltação etc. Paulo reafirma esta mesma verdade quando ensina à igreja em Roma: “Abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis” (Rm 12:14).

Lamentavelmente, pregadores e suas “mensagens”, cantores e seus “hinos” têm-nos ensinado uma relação completamente antibíblica com os nossos inimigos. Eles estão fomentando em nosso meio não uma submissão ao que ensinam as Escrituras, mas um ensino mau e legalista de que devemos resistir aos nossos inimigos, odiá-los, orar pedindo a Deus justiça e juízo sobre eles. Somos chamados ao AMOR, e este amor não se resume aos nossos irmãos na fé, pois bem nos ensinou nosso Mestre: “se amardes os que vos amam, que galardão havereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis demais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:46-48). Se insistimos nõ ouvir a Jesus, mas seguir falsas pregações e dar ouvidos a hinos espúrios, não estamos contribuindo para nossa própria esquizofrenia?

Voltemos à Palavra! Observemos aonde caímos, e tornemos para o caminho (Ap 2:4-5)! Desprezemos os ensinos errados! Roguemos ao Senhor que nos cure desta esquizofrenia louca! Mesmo que tenhamos inimigos declarados, que a inimizade não parta de nós. Oremos por eles! Falemos bem deles! Abençoemos! Estevão, o primeiro mártir de nossa fé, mesmo sendo apedrejado orou por seus inimigos na hora de sua morte (At 7:60); suas últimas palavras foram A FAVOR de seus algozes. Na época da Igreja Primitiva parece que não existiam esquizofrênicos no seio da Igreja. Pelo menos Estêvão e os primeiros mártires sabiam se portar varonilmente, mesmo rodeados de inimigos. Perdoavam e abençoavam. Que suas vidas nos sirvam de exemplo, e nos estimule a mudar nossa conduta, antes que esta “esquizofrenia gospel” vire uma epidemia real, incurável e incontrolável!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

5 Maneiras de Orar por Seu Pastor em 2013


por Nicholas Batzig


Um dia desses eu recebi uma carta de um médico que eu não conhecia até então. Tendo me dito o quão ele havia sido beneficiado por alguns de meus sermões e artigos, ele continuou e me disse: “Eu oro por você. Eu serei capaz de fazê-lo diariamente agora, e estou certo de que você será ajudado e fortalecido em seu ministério e sua família.” Este foi um enorme conforto e encorajamento para mim. Ao contrário do que algumas pessoas possam supor, ministros do evangelho precisam desesperadamente das orações dos santos. Um de meus professores de seminário costumava dizer ao corpo discente: “Pastores possuem um alvo em suas costas e pegadas em seus tórax.” Esta é uma descrição bastante apropriada das dificuldades que os servos de Deus são chamados para suportar por causa do evangelho. Os dardos inflamados do maligno estão persistentemente sendo atiradas em pastores. Além disso, o mundo está ansioso por atropelá-los em qualquer oportunidade. Isso é, infelizmente, também uma realidade com relação a alguns na igreja.

Com tanta oposição e dificuldade de dentro e de fora, pastores precisam constantemente que o povo de Deus esteja orando por eles. O pastor precisa das orações das ovelhas tanto quanto elas precisam das orações dele. Ele também é uma das ovelhas de Cristo, e está suscetível às mesmas fraquezas. Ainda que haja muitas coisas que se possa orar pelos pastores, aqui estão cinco categorias escriturais diretas:

1. Ore para que ele seja protegido espiritualmente contra o mundo, a carne e o Diabo.

Quer tenha sido a ira pecaminosa de Moisés que levou-o a golpear a rocha (Números 20:7-12), o adultério e o assassinato de Davi (2 Samuel 11), ou a negação de Pedro ao Senhor (Mateus 26:69-75) e a negação prática da justificação somente pela fé (Gálatas 2:11-21), os ministros são confrontados com a realidade da fraqueza da carne, das investidas do mundo e da fúria do diabo (veja este artigo). Tem havido uma pletora de ministros que caíram em práticas pecaminosas na história da igreja, trazendo assim desgraça para o nome de Cristo. Visto que Satanás tem os ministros do evangelho (e suas famílias) trancados em sua mira; e visto que a honra de Deus está em jogo de maneira intensificada com qualquer ministro público da palavra, membros de igreja devem orar para que seu pastor e a família de sue pastor não seja uma vítima do mundo, da carne, ou do Diabo.

2. Ore para que eles sejam livrados dos ataques físicos do mundo e do Diabo.

Enquanto esteve aprisionado em Roma, o apóstolo Paulo encorajou os crentes em Filipos a orarem por sua libertação quando escreveu: “Estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação” (Filipenses 1:19). (Veja também 2 Coríntios 1:9-11).

Quando Herodes prendeu Simão Pedro, nós aprendemos que “havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” (Atos 12:5). Após uma libertação digna do Êxodo, Lucas nos diz que Pedro apareceu na casa onde os discípulos estavam continuamente orando por sua libertação. Este é ainda outro exemplo do ministro sendo livrado do mal devido, em parte, às orações dos santos.

3. Ore para que portas sejam abertas para eles para que espalhem o evangelho.

Em sua carta aos Colossenses, Paulo pediu à igreja que orasse “para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado” (Colossenses 4:3). O sucesso do compartilhamento do evangelho é dependente, em parte, das orações do povo de Deus. Desta maneira, a igreja participa do ministério do evangelho com o pastor. Embora ele não seja o único no corpo que seja chamado para espalhar a Palavra, ele possui o chamado único de “fazer o trabalho de um evangelista.” Os santos o ajudam a cumprir este trabalho orando para que o Senhor abra as portas “à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo.”

4. Ore para que eles tenham ousadia e poder para pregar o evangelho.

Além de orar para que portas sejam abertas para o ministério da palavra, o povo de Deus deve orar para que os ministros possuam uma ousadia forjada pelo Espírito. Quando escreveu à igreja de Éfeso, o apóstolo Paulo pediu que eles orassem “para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho” (Efésios 6:19).  Há uma história muito conhecida de vários estudantes universitários indo visitar o Tabernáculo Metropolitano para ouvir Charles Spurgeon pregar. A história diz que Spurgeon os encontrou na porta e se ofereceu para mostrar-lhes o lugar. Em determinado momento, ele perguntou se eles queriam ver as instalações do aquecedor (a sala da caldeira). Ele os levou ao subsolo onde eles viram centenas de pessoas orando para que Deus abençoasse o culto e a pregação de Spurgeon. A reunião do povo de Deus para orar pelo ministério da Palavra é o que ele chamava de “as instalações do aquecedor!” Crentes podem ajudar os ministros orando para que lhes seja dada ousadia e poder na pregação do evangelho.

5. Ore para que eles tenham um espírito de sabedoria e entendimento.

Uma das mais urgentes necessidades de um ministro do evangelho é que lhe seja dada a sabedoria necessária para aconselhar, para saber quando confrontar, para mediar e discernir as necessidades pastorais particulares de uma congregação. Esta é uma necessidade que absolutamente abrangente e recorrente. O ministro é confrontado diariamente com os desafios particulares para os quais ele necessita desesperadamente da sabedoria de Cristo. É dito a respeito de Jesus que “o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza” repousaria sobre Ele (Isaías 11:2). Os servos de Cristo precisam do mesmo Espírito. Muito prejuízo é causado na igreja como um todo se o ministro não procede com a sabedoria proporcional aos desafios com os quais ele é confrontado. Aqueles que se beneficiam de sua sabedoria podem ajudar o ministro pedindo para que esta divina bênção venha do céu e repouse sobre ele.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Porque odeio a Teologia da prosperidade

Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.



È muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e interesses.

Muitos adeptos dessa teologia são tele-pastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.

Acho que o que esses tele-pastores precisam, além dum bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. 
Só a cruz era dele.

Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: “não tenho ouro nem prata”. Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo. Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuia: “Mas o que tenho, isso te dou…”

Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava transformar-se em alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram icinerados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.

E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!

Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de telepastores cuja renda mensal ultrapassa a soma de 1 milhão de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.

Definitivamente não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anti-cristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do “fiel”. Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?
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Fonte: Púlpito Cristão
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BIG BROTHER: O CAMINHO PARA O CONTROLE TOTAL


O assunto em voga nos blogs evangélicos é o famigerado BBB. O que é unanimidade entre as pessoas cultas, sendo evangélicas ou não, é que esse programa é um atentado contra o QI das pessoas. Precisam ter muito pouca massa encefálica ou usá-las bem pouco para acreditar que quem decide algo ali é o público. Como disse um ex-diretor global, “quem assiste BBB subestima a inteligência humana”.
Mas minha abordagem será outra e uma pergunta se faz: A quem serve esse programa? Qual seu objetivo? Para responder essas perguntas temos que voltar na década de 40. "Grande irmão" (Big Bother) é a expressão usada por George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Luciana Carla Silva, professora Adjunta do Curso de História da UNIOESTE explica mais: “A mesma expressão "Big Brother" (grande irmão) é usada para um programa televisivo que aparentemente tem a inocente função de nos entreter. Pessoas voluntariamente presas em uma casa onde são observadas 24 horas por dia por câmaras filmadoras. Tudo isso é feito objetivando um prêmio, uma quantia irrisória de dinheiro comparado aos lucros que a empresa que produz o programa obtém com ele. Diríamos ainda que não é só isso, trata-se da fama, das possibilidades de "trabalhos" como posar nus em revistas. A própria intimidade do corpo é outro bom campo a ser "espiado". Aqueles confinados ficam felizes em transformar meteoricamente seus corpos em mercadorias na banca de revistas.”.
Mas a quem mais se interessa essa “espiada básica”? Em nome da segurança todos nós somos monitorados praticamente 24 horas. Nesse momento ao escrever essas linhas, existem duas câmeras me monitorando e quem for ler esse texto, provavelmente estará sendo vigiado também. Tudo em nome da segurança. E isso é muito bom! Mas até que ponto?
O mundo se encontra preparado para o domínio do Anti-Cristo. Nada mais falta. De acordo com os estudos escatológicos, ele aparecerá para o mundo, de forma pessoal, após o arrebatamento da igreja. Ele será o “salvador” do mundo afetado pelo caos financeiro. Ele terá o poder de resolver todas as questões mundiais, haja vista que atualmente, uma boa parte dos líderes do mundo acenam para a possibilidade e a necessidade de um governo mundial, capaz de administrar todos os blocos políticos da terra e estabelecer a “Nova Ordem Mundial”. 
Para isso acontecer, a tecnologia avançada será principal arma a ser usada por esse governo. O livro de Daniel, já falava sobre a multiplicação da ciência nos últimos tempos. Dn 12.4. Hoje, o celular é uma peça indispensável a todas as pessoas que precisam se comunicar, quer seja através de voz ou direto pela internet. Os Smartphones são objetos de desejo de toda a humanidade para estarem conectadas 24 horas. É tudo que o Anti-Cristo precisa para estabelecer o poder e monitorar o mundo.
Onde o BBB e todas as edições em todo o mundo entram nisso? Antigamente, espiar as pessoas era feio e era invasão de privacidade.  Quem nunca pelo menos tentou olhar no buraco da fechadura, por cima do muro ou escutou atrás da porta, algo que lhe interessava? Hoje, por mais que continua sendo uma invasão, os valores mudaram e em nome de uma suposta segurança, ninguém está imune ou totalmente seguro em sua privacidade. Aliás, através das redes sociais, mesmo de forma inocente ou inconsequente, pessoas deixam rastros e falam o que andam fazendo em tempo real.
Os reality shows apareceram justamente para desmistificar esse conceito que olhar a pessoa alheia é errado. Com isso as pessoas entendem que “espiar os heróis” confinados não tem nada demais. É um jogo e os que estão fora da casa são ajudadores daquelas pobres pessoas sofridas, enclausuradas sem contato com o mundo exterior.
Ao assistirem os embates, discussões, brigas, cenas de sexo, estupro, etc, as pessoas são levadas a acreditar que isso é tudo normal e que alguém está no controle de tudo e que nada de pior vai acontecer. É justamente o que o Anti Cristo precisa que todos acreditem.
Ao mesmo tempo em que ele terá o controle de toda a situação ele controlará a mente das pessoas através de todos os recursos disponíveis e todos irão adorar o líder religioso que ele apresentará ao mundo no momento adequado. Por isso todo cristão que tem a mente de Cristo, tem que entender que por trás de um programa de “espiadas básicas” há uma arma poderosíssima do diabo para o controle total das pessoas num futuro próximo.
A volta de Cristo é iminente. Estamos realmente nas últimas horas. O iníquo irá se revelar. Está passando da hora de pregarmos essa verdade a todos ao invés de ficarmos apegados em discussões doutrinárias vãs. Não adianta demonizarmos as coisas e não explicarmos o real sentido das mesmas. É preciso ensinar a igreja como todo o sistema do mundo está voltado a serviço de satanás e que ele usará de todas as armas possíveis para ter o controle total.
Nossa alegria é saber que nós os eleitos de Deus, comprados pelo seu precioso sangue, não estaremos mais aqui para presenciar esse domínio. Não precisaremos aceitar o domínio da besta, porque não estaremos mais aqui, repito. Nossa função como pregoeiros do evangelho de Cristo é alertar o povo contra esse domínio que já está instalado em vários lares ditos cristãos.
Quem tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Luciano Santos Gomes

domingo, 13 de janeiro de 2013

Humilhação Espiritual – Jonathan Edwards


Humilhação espiritual é o sentimento que tem o cristão de quanto é insuficiente e detestável, levando-o a rebaixar-se e exaltar somente a Deus. Ao mesmo tempo, há um outro tipo de humilhação que podemos chamar de humilhação legal. Humilhação legal é uma experiência que somente os incrédulos podem ter. A lei de Deus opera em suas consciências, fazendo com que percebam quão pecaminosos e inúteis são. Entretanto, não vêem a natureza odiosa do pecado, nem renunciam o pecado em seus corações, nem se rendem a Deus. Sentem-se como que forçados a serem humildes, mas não têm humildade. Sentem o que todas as pessoas más e diabólicas sentirão no Dia do Juízo – condenados, humilhados e forçados a admitir que Deus está certo, porém continuam não convertidos.
Humilhação espiritual, por outro lado, brota do sentido que o verdadeiro cristão tem da beleza e glória da santidade de Deus. Faz com que sinta quão vil e desprezível é em si mesmo devido à sua iniqüidade. Leva-o a se prostrar voluntária e alegremente perante os pés de Deus, negando a si mesmo e renunciando a seus pecados.
Humilhação espiritual é da essência da verdadeira religião. Aqueles que carecem dela não são cristãos verdadeiros, não importa quão maravilhosas possam ser suas experiências.
As Escrituras são bem completas em seu testemunho da necessidade dessa humilhação: “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os de espírito oprimido” (Sal. 34:18). “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus” (Sal. 51:17). “Assim diz o Senhor: o céu é o meu trono, a terra o estrado dos meus pés … mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito, e que treme da minha palavra” (Is. 66:1-2). “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mat. 5:3). Vejam também a parábola do fariseu e do publicano, Luc. 18:9-14.
Humilhação espiritual é a essência da auto-negação cristã. Consiste em duas partes. Primeiro, um homem deve negar suas inclinações mundanas e renunciar a todos os prazeres pecaminosos. Em segundo lugar, deve negar à sua natural concentração em si mesmo e auto-afirmação. Essa segunda parte é a mais fácil de realizar. Muitos fizeram a primeira sem atingir a segunda; rejeitaram os prazeres físicos, somente para sentir o prazer diabólico do orgulho.
É claro, hipócritas orgulhosos fingem ser humildes, porém geralmente interpretam mal esse papel. Sua humildade geralmente consiste em dizer aos outros como são humildes. Dizem coisas como: “Sou o menor de todos os santos”, “Sou uma pobre e vil criatura”, “Meu coração é pior que o diabo”, etc. Dizem essas coisas e ainda assim esperam que os outros os vejam como santos notáveis. Se outra pessoa dissesse sobre o hipócrita as mesmas coisas que ele diz sobre si mesmo, como ficaria ofendido!
Orgulho espiritual pode ser muito sutil, disfarçando-se como humildade, mas existem dois sinais que evidenciam sua presença:
(i) O homem orgulhoso compara a si mesmo com os outros nas coisas espirituais, e tem uma opinião exaltada sobre si mesmo. Está ansioso por liderança entre o povo de Deus, e deseja que sua opinião seja lei para todos. Quer que os outros cristãos tenham-no como exemplo e o sigam em questões de religião.
O homem verdadeiramente humilde é o oposto disso. Sua humildade faz com que pense que os outros são melhores do que ele mesmo (Fil. 2:3). Não é normal que tome sobre si mesmo o posto do professor, pois pensa que outros estão mais preparados que ele, como fez Moisés (Ex. 3:11-4:7). Está mais ansioso por ouvir do que por falar (Tg. 1:19). E quando fala, não é de modo ousado e auto-confíante, e sim com temor. Não aprecia exercer poder sobre os outros, preferindo seguir a liderar.
(ii) Outro sinal certo de orgulho espiritual é que o homem orgulhoso tende a pensar muito bem de sua humildade, enquanto o homem verdadeiramente humilde pensa que é muito orgulhoso!
Isso decorre de o homem orgulhoso e o humilde terem diferentes pontos de vista sobre si mesmos. Medimos a humilhação de um homem por nossos pontos de vista sobre a dignidade e grandeza que lhes são próprias. Se um rei se ajoelhasse para tirar o sapato de outro rei, consideraríamos isso um ato de rebaixar a si mesmo, assim como sentiria o rei que o tirou. Em contraste, se um escravo se ajoelhasse para remover o sapato de um rei, ninguém pensaria ter sido esse um ato de grande rebaixamento, ou sinal de grande humildade. O próprio escravo não pensaria isso, a não ser que fosse ridiculamente cheio de si. Se depois o escravo saísse alardeando da grande humildade que demonstrou ao remover o sapato do rei, todos ririam dele! “Quem você pensa que é, diriam, para supor ter sido humilde ao tirar o sapato do rei?”
O homem orgulhoso é como o escravo cheio de si. Pensa ser um grande sinal de humildade confessar sua indignidade perante Deus. Isso decorre de ter um alto conceito de si mesmo. Quão humilde ele é ao confessar sua indignidade! Se tivesse uma visão apropriada de si mesmo, iria antes se sentir admirado e envergonhado de não ser mais humilde perante Deus.
O homem verdadeiramente humilde nunca sente que se rebaixou o suficiente perante Deus. Sente que não importa quanto se proste, poderia prostrar-se ainda mais.
Sempre sente que está acima de sua posição própria perante Deus. Olha para sua posição e para aquela onde deveria estar, e parece estar a uma grande distância dessa. Chama à distância “orgulho”. É seu orgulho que lhe parece ser grande, não sua humildade. Não parece para ele ser um grande sinal de sua humildade que se deite no pó aos pés de Deus. Ele pensa que é exatamente onde deve estar.
Leitor, não se esqueça de aplicar estas coisas a você mesmo. Acaso você fica ofendido quando alguém pensa que é um cristão melhor do que qualquer outro? Pensa que essa pessoa é orgulhosa e que você é mais humilde que ela? Então tenha cuidado, caso que se torne orgulhoso de sua humildade! Examine a si mesmo. Se concluir, “Parece-me que ninguém é tão pecador quanto eu”, não fique satisfeito com isso. Você pensa ser melhor do que os outros por admitir que é tão pecador? Tem uma alta opinião dessa sua humildade? Se você diz: “Não, eu não tenho uma opinião elevada de minha humildade, penso que sou tão orgulhoso quanto o diabo’”, então examine-se de novo. Porventura você está orgulhoso do fato que não tem uma opinião elevada sobre sua humildade? Você pode ter orgulho de admitir quão orgulhoso você é!
Retirado do Livro: A genuína experiência espiritual – Jonathan Edwards, pag. 87-90

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pregadores ou profissionais de púlpito?


Nada tenho contra eventos e a participação de pregadores convidados, embora continue a crer que tornar essa prática uma rotina na igreja local pode gerar todo tipo de consequências, entre elas a falta de substância, a perda de identidade, alem de uma exposição bíblica acidentada e fragmentada, em virtude das diferentes visões daqueles que vêm de fora. Tal fato se agrava quando ditos pregadores são profissionais de púlpito, portadores de um número limitado de mensagens - aquelas que mais agradam ao auditório - e por isso mesmo passam a pregar no "piloto automático", ou seja, de forma mecânica, com uma "graça" que não é graça, apelando a todos os chavões para movimentar a plateia. Com as exceções de praxe, sei que isso muitas vezes acontece por faltar na igreja local quem exponha de forma consistente a Palavra de Deus. Mas não deveria ser assim.

Este é o ponto que gostaria de focar nesta postagem.

Entendo que pregar é uma tarefa que nos impõe enorme responsabilidade. Não é simplesmente cumprir mais uma agenda, fazer uma exposição verborrágica e partir para o próximo compromisso. Não é massagear o ego dos ouvintes, enquanto os nossos bolsos são massageados com polpudos cachês. Não é contar um monte de histórias, a maioria delas inverossímeis, enquanto o nosso histórico é mais capenga do que carro dos anos 60 sem manutenção. Não é um exercício de oratória com o propósito de mostrar as nossas habilidades retóricas, que não passam de esqueletos sem carne e sem vida.

Afinal, o que é pregar?

Pregar significa, antes de tudo, comprometimento com Deus de tal maneira que nossa comunhão com ele seja como o nosso fôlego: se nos faltar, morremos. Isso implica em vida de oração, na qual a ênfase não é para o monólogo, onde falamos sozinhos, mas para o diálogo, onde a nossa intenção é ouvir mais e falar menos, mas dialogar com aquele que muitas vezes usa as janelas mais simples da vida para nos ensinar preciosas lições. Pregar implica, também, em ter prazer na leitura da Escritura. Não lê-la simplesmente com intuito acadêmico, mas com a finalidade de metabolizá-la e torná-la parte indissociável de nossas vidas. É saboreá-la assim como se saboreia a comida mais prazerosa que nos é oferecida. É cumprirmos um "rito" que se assemelha ao que usamos quando estamos diante de uma boa refeição. É degustar, enquanto comemos.

Afinal, o que é pregar?

Pregar significa deixar que a mensagem fale primeiro ao nosso coração antes de entregá-la ao povo. Não é um processo da noite para o dia. É laborioso, leva tempo, exige reflexão, meditação, assimilação e compreensão. Requer ousadia para permitir que ela - a mensagem - nos corrija e nos leve a um patamar de piedade em que somos expurgados de nossos pecados, o nosso "eu" é subjugado e o "eu" de Cristo predomine em plenitude. Enquanto a mensagem for algo pensado apenas para os ouvintes, terá menos valor até porque ela poderá produzir os seus efeitos, mas ficaremos de fora por não os experimentarmos nós mesmos. Precisamos pensá-la, antes, sobre de que forma ela se aplica em nós, quais os resultados  produzirá em nosso coração. Em uma frase: o pregador prega primeiro para si mesmo. Se não for assim, é melhor deixar de pregar.

Afinal, o que é pregar?

Pregar é expor todo o conselho de Deus sem se preocupar se o povo aceitará ou não a mensagem. É obvio que pregamos com o propósito de edificar os ouvintes, mas pode ser que, no primeiro momento, essa edificação não seja aceita de bom grado por expor as vísceras pecaminosas de cada um, por configurar uma forma de retirar os carrapichos das ovelhas. Pode ser um momento sofrido, de dor, extremamente desconfortável, que, na hora, poderá causa rejeição, mas depois a alegria virá multiplicada pelos efeitos que produziu. Com isso, não advogo a estupidez, o uso da franqueza para justificar a grosseria, mas a fidelidade à mensagem que precisa ser transmitida.

Afinal, o que é pregar?

Pregar não é agir como camaleão, que muda de cor de acordo com as circunstâncias. Se o ambiente é conservador, a mensagem é conservadora. Se, por outro lado, o ambiente é liberal, a mensagem é flexibilizada. Entendo que, de acordo com o lugar, temos de usar linguagem adequada com a finalidade de tornar compreensível a mensagem para o auditório ao qual pregamos. Não ponho também em dúvida a necessidade de contextualizá-la ao meio, que é extrair de um texto escrito há milhares de anos a mensagem que se aplica à realidade atual. Refiro-me, de fato, àqueles que mudam o teor, alteram o conteúdo, aliviam os conceitos ou fazem tudo ao inverso só porque querem ficar "bem na fita" no ambiente em que estão. Para esses não há outra maneira de qualificá-los: são simplesmente profissionais de púlpito.

Temos de pregar a tempo e fora de tempo. Mas precisamos estar dispostos a sermos apenas ferramentas nas mãos de Deus. Não somos "showman". Não somos a pessoa para a qual os olhos dos ouvintes devem estar voltados. Não somos produtores de espetáculo. A mensagem não é nossa. Somos apenas o meio para que a glória seja sempre de Deus.    http://geremiasdocouto.blogspot.com.br/

sábado, 5 de janeiro de 2013

União entre o Santo e o Profano

A última estrategia que satanás vem utizando como forma de esfriamento Espiritual do povo de Deus chama-se sincretismo religioso que tem como definição: "sistema filosofico ou religioso que tende fundir várias doutrinas diferentes" este sincretismo é difundido pela ONU como uma forma para promover a paz para as naçãos mas por trás está o principe das trevas, que sabe muito bem quais as consequencias desta unificação.

Aqui no Brasil vemos lideres religiosos e cantores gospel que apoiam esta iniciativa demoniaca. Aparecem não poucas vezes em programas de televisão cantando e dançando ao lado de umbandistas, padres catolicos e espiritas. esses cantores gospel espalham a imagem de um evangelho distorcido, recentemente a cantora Ana paula valadão foi ao programa Caldeirão do huck da Rede Globo e ouvimos  a seguinte expressão do apresentador.  : " Desta vez, temos o sagrado e o profano, a babel das religiões passando pelo funk carioca, o axé da bahia a as atrações evangelicas" disse ao anunciar Ana paula valadão. 

As intenções da Rede Globo dando visibilidade nacional aos gospel, é passar a imagem de um  Evangelho   flexivel, que a união do Santo com o profano é admissivel e que o conceito Biblico de não se  ter união com impio é ultrapassado. .o sincretismo leva  do esfriamento a morte espiritual da Igreja. Notem que todos os ""evangelicos" que passaram pelo vários programas da Rede Globo de televisão, pouco falaram de Jesus, qual deles pregou firmemente sobre Salvação, regeneração, novo nascimento? nenhum, pois não é conveniente aos planos do Diabo falar destas coisas.

O principe deste Mundo cegou os gospel e seus fãs alucinados, e eles não conseguem ver a armadilha preparada para a igreja, com o sincretismo pregado pela Globo. Muitos estão alegres, em ver as portas da emissora abertas para a musica gospel. Hoje se alegram, amanhã..................


Quando o imperador constantino "converteu-se" ao Cristianismo os lideres da Igreja da época viram  a oportunidade de levar mais Adiante o Evangelho, pois tendo um Homem importante como o imperador todas as nações ouviriam de jesus. Mas aconteceu o contrario na mesma velocidade que a igreja ganhava notoriedade, os idolos pagãos de roma invandiam  a Igreja, os lideres por medo de perder a notoriedade por conta da presença  do imperador na igreja, foram aceitando as imposições de constantino.

A Igreja de Cristo, depois da conversão de constantino passou por uma onda de esfriamento Espiritual, até a Reforma liderada por Lutero, que se deu 1205 anos após a suposta conversão de canstantino. Hoje estamos vendo repetir a Historia, não nos enganemos não há algum beneficio em a Globo abrir espaço para estes cantores, o que está por trás de tudo isto é : 1º Comercial. a Globo quer aumentar seu ibope que vem caindo, e vê no mercado gospel esta oportunidade. 2º Espiritual. Satanas atraves da emissora está pondo em pratica seu projeto ardiloso, de esfriamento da Igreja de Cristo, introduzindo dentro dela praticas pagãs.













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